Na última semana, com o temporal que atingiu a cidade, a água invadiu o Arquivo Geral do Município, onde estão guardados documentos históricos do município datados desde a década de 1950. A chegada de novos documentos é constante e, por isso, o prédio deveria estar preparado para recebêlos em condições adequadas. No entanto, esta não é a realidade encontrada no setor. A falta de prateleiras faz com que os arquivos fiquem empilhados no chão, deixando a memória da cidade à mercê da destruição causada pelo temporal. Com o entupimento de uma calha, a tragédia acabou acontecendo.
Além da água, o temporal trouxe muita sujeira para junto dos materiais históricos. As fotografias mostram o estado em que o chão ficou logo depois do temporal. Não há como dizer que os documentos não foram prejudicados pelo armazenamento precários.
Embora a Secretaria de Planejamento e Gestão, os documentos classificados como muito importantes vão para o arquivo público e não ficam no arquivo geral. No entanto, resta a dúvida sobre quais são os critérios que definem a importância de um ou outro documento.
Segundo o secretário da pasta, Marcelo Souza, o município adquiriu uma máquina digitalizadora para microfilmar todos os documentos. Porém, a preocupação da população continua, no que diz respeito à falta de cuidado com os originais históricos.